domingo, 26 de outubro de 2014

Relatório apresenta 163 novas espécies


O mais recente relatório da WWF (World Wide Fund for Nature), uma organização não-governamental ambientalista, revela 163 novas espécies identificados durante 2008, na região asiática do Grand Mekong. Entre as criaturas mais bizarras pode encontrar-se uma rã com dentes que se alimenta de aves e uma osga de olhos laranja e pintas de leopardo.

O relatório, denominado ‘Close Encounters’, refere que no ano passado os cientistas identificaram 100 novas plantas, 28 peixes, 18 répteis, 14 anfíbios, dois mamíferos e uma ave nas selvas e rios no sudoeste asiático, nos seis banhados pelo Rio Mekong: China, Cambodja, Laos, Birmânia, Tailândia e Vietname.

Coube a Stuart Chapman, director da WWF, apresentar o relatório que acrescenta as novas descobertas às cerca de 1000 espécies já identificadas na região entre 1997 e 2007.

“Depois de vários milénios escondidas, estas espécies estão agora finalmente sob os holofotes e, certamente, existem ainda muitas mais à espera de serem descobertas”.

Uma das novas criaturas é a Limnonectes megastomias, uma rã com dentes que vive em pequenos riachos tailandeses. Após alguns estudos, a equipa de cientistas que analisou o local, anunciou a descoberta de penas nas fezes do animal, o que significa que a sua alimentação inclui aves, além de outros anfíbios e insectos.

A osga Cat Ba (Goniurosaurus catbaensis), habitante das Ilhas Cat Ba, no Vietname, tem grandes olhos de cor lararanja e um corpo coberto de pintas, à semelhança dos leopardos.

Quando um dos cientistas se preparava para capturar a osga descobriu, acidentalmente, uma nova espécie de víbora.

“Estávamos concentrados a tentar apanhar a nova espécie de osga. Foi nesse momento que o meu filho me alertou que a meros centímetros de distância da minha cabeça estava uma víbora! Decidimos capturá-la e só depois percebemos que era uma espécie desconhecida.”, contou Lee Grismer, da Universidade La Sierra da Califórnia.

A víbora Cryptelytrops honsonensis, mede um metro e apresenta 92 listas amarelas que ziguezagueiam pelo seu corpo.

O relatório da organização alerta ainda para os perigos que as alterações climatéricas poderão ter na sobrevivência destas espécies.

Luís Murteira Nunes

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Cientistas devolvem movimentos a ratos paraplégicos


Cientistas da Universidade Zurique, na Suíça, conseguiram que ratazanas paraplégicas voltassem a andar, e até mesmo a correr, graças a uma complexa combinação de medicamentos, estimulação eléctrica e exercício físico.


O estudo desenvolvido sugere que a regeneração de fibras nervosas não é fundamental, como anteriormente se pensava, para que os indivíduos afectados por paralesia recuperem os movimentos, abrindo uma nova linha de investigação no tratamento de lesões da espinal medula.

De acordo com Gregoire Courtine, professor responsável pela equipa de científicos, “a medula contém circuitos nervosos que, por si mesmos, sem intervenção do cérebro, podem gerar a actividade rítmica que faz mover os músculos das pernas, impulsionando o movimento de andar”.

Os cientistas da Universidade suíça trataram ratazanas que não conseguiam mexer as patas traseiras, colocando-as sobre uma passadeira que se movia a baixa velocidade, ao mesmo tempo que lhe administravam fármacos e choques eléctricos no local da lesão.

Esta combinação de técnicas provocou a regeneração do movimento rítmico dos músculos. No final do procedimento os animais caminhavam com normalidade, chegando a correr quando a passadeira rolante aumentava a velocidade.

A equipa dirigida por Courtine sublinha que o procedimento não permite que o indivíduo se desloque quando o seu cérebro ordena, mas sim através de uma acção externa que recupera os movimentos, que poderá também vir a ser aplicada em seres humanos.

L.M.N.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Salto de vida da água para terra

Os primeiros vertebrados munidos de patas, os tetrápodes, apareceram há 397 milhões de anos, segundo indícios encontrados na Polónia e que lançam uma nova luz sobre a evolução da vida marinha para a vida terrestre, informa um artigo publicado na revista ‘Nature’.

Os indícios encontrados em sedimentos marinhos que datam do período Devoniano médio (397-385 milhões de anos), são 18 milhões de anos anteriores aos mais antigos tetrápodes descobertos até ao presente. Os animais eram provavelmente semelhantes a crocodilos e teriam tido um estilo de vida semelhante aos dos anfíbios (que só vieram a surgir milhões de anos depois).

O tamanho das pegadas indica que eles teriam mais de dois metros de comprimento. Além disso, ao contrário do que se acreditava até então, os primeiros tetrápodes não teriam vivido em lagos de água doce e deltas fluviais e sim no lodo marinho que fica a descoberto com a maré baixa ou nas lagunas de recifes de corais. O meio ambiente fluvial do Devoniano provavelmente não proporcionava aos tetrápodes recursos alimentares tão abundantes e fáceis de capturar.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Descoberto animal que faz fotossíntese

Uma equipa de cientistas norte-americanos da Universidade da Flórida do Sul, descobriu o primeiro animal que consegue realizar a fotossíntese, algo que até agora era exclusivo das plantas. A Elysia chlorotica é uma lesma do mar de cor verde, que habita a costa este dos Estados Unidos e Canadá.

A lesma era conhecida por “roubar” os genes das algas de que se alimenta, as Vaucheria litorea. Desta forma obtinha os cloroplastos – estruturas de cor verde características de células vegetais que permitem a conversão da luz solar em energia –, armazenando-os nas células que cobrem os seus intestinos. No entanto, os últimos estudos da equipa de cientistas revelam que o molusco marinho desenvolveu as suas capacidades químicas, permitindo-lhe fabricar clorofila – pigmento que captura a luz solar - sem necessitar de roubar aos seus alimentos.

Os investigadores utilizaram um sofisticado equipamento radioactivo que comprova a produção dos pigmentos fotosintéticos de forma autónoma. Na lesma marinha, os cloroplastos extraídos permanecem activas durante um ano, o que significa que, no caso de uma lesma jovem se alimentar uma vez das algas Elysia chlorotica e tiver acesso à luz solar, não tem necessidade de voltar a comer durante a sua vida.

De acordo com a equipa de cientistas, durante o estudo, que será publicado na revista ‘Symbiosis’, foram encontrados exemplares da Vaucheria litorea que não se alimentavam há pelo menos cinco meses.




Luís Murteira Nunes

sábado, 18 de outubro de 2014

Precisa-se Professor de Biologia

Centro de Estudo sitiuado na margem sul, concelho de Almada precisa de professor de Biologia para o ensino secundário. 

Os candidatos deverão enviar o CV para o seguinte email

    sara.galhetas@gmail.com

Aranha de 16 centímetros cria teias douradas

Uma equipa de investigadores do museu de História Natural Smithsonian e da Academia de Ciências da Eslovénia descobriu uma nova espécie de aranha com 16 centímetros, na África do Sul.

O aracnídeo, baptizado ‘Nephila’, além do seu impressionante tamanho, caracteriza-se pela sua capacidade para tecer uma teia de aranha dourada com um metro de diâmetro.

Actualmente são conhecidos 41 mil tipos de aracnídeos, sendo que todos os anos são acrescentadas entre 450 e 500 novas espécies. No entanto, desde o século XIX que não era descoberto um espécime que tecesse teias em tons dourados, tornando esta descoberta extraordinária na área.

Apesar das fêmeas poderem atingir os 16 centímetros, os machos são cinco vezes mais pequenos.

Os cientistas que publicaram o achado, na revista ‘PLoS ONE’, temem que a aranha esteja em risco de extinção pelo facto de o seu habitat estar restrito a um pequeno bosque no Parque Tembe Elephant, em KwaZulu-Natal.

sábado, 11 de outubro de 2014

A vingança do joãozinho


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O Fundo dos Oceanos


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Beleza Selvagem


domingo, 5 de outubro de 2014

Formadores - Área de Biologia (codigo 520) - Torres Vedras - SA-Formação

Ref.ª Biol. - Formador para áreas de competência chave (Biologia Código 520)
Perfil:
- Comprovada experiência profissional na área a que se candidata.
- Experiência formativa nas UFCD´s deste referencial:
- Habilitação académica de nível superior
- Disponibilidade em horário laboral (Torres Vedras) – três a quatro vezes / semana
- Os candidatos devem indicar no assunto, a referência a que se candidatam, caso contrário as candidaturas não serão consideradas
- Só serão contactados os candidatos cuja análise curricular seja relevante para preenchimento de necessidades imediatas. Os demais passarão a constar da bolsa de formadores da SA Formação

Resposta para
    formadores@sa-formacao.pt

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Mães na Natureza ...


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